Mostrar mensagens com a etiqueta DORAL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DORAL. Mostrar todas as mensagens

18 de fevereiro de 2010

Todos à jornada de luta no dia 20!

Crise agrava-se no Algarve


Os comunistas algarvios acusam o Governo de promover uma política que «deliberadamente» aprofunda a crise. Numa nota do Executivo da Direcção da Organização Regional do Algarve (DORAL), de dia 12, o PCP considera ser esta a única conclusão a tirar do corte de 25 por cento nas verbas do PIDDAC regionalizado e da opção da Caixa Geral de Depósitos de não viabilizar a Alicoop/Alisuper.

Assim, «já não estamos só em presença de um elevado índice de desempregados cuja tendência é para aumentar (30 mil trabalhadores, dos quais 11 mil têm menos de 35 anos e cerca de 1500 são licenciados)».

Os comunistas estendem ao PSD e ao CDS-PP a responsabilidade pelo avolumar dos «dramas sociais». Recorde-se que estes dois partidos viabilizaram o Orçamento de Estado do PS, garantindo assim a continuação de uma política que «favorecendo os lucros do capital financeiro (os últimos dados revelam que quatro bancos tiveram, em 2009, quatro milhões de euros por dia), descarrega os custos da crise sobre quem pouco ou nada tem».

Se é assim a nível nacional, não é diferente no plano local. As câmaras municipais da região «permitem a continuação da abertura de grandes superfícies e estão a promover o aumento das taxas em valores escandalosos». Em Lagos, por exemplo, o preço dos passes dos transportes urbanos aumentou 27 por cento, as tarifas de saneamento e de resíduos 17 e 21 por cento, respectivamente, enquanto que a água aumenta 5 por cento.

O Executivo da DORAL apela a uma «ampla mobilização» dos trabalhadores na jornada de luta promovida pela União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN, contra o desemprego e a precariedade, marcada para o dia 20.

15 de janeiro de 2010

Um Novo Rumo Para o Algarve


Todos os indicadores económicos e sociais fundamentais apontam para o agravamento da situação do país e da situação dos trabalhadores e do povo.

No Algarve, prossegue de forma galopante a subida do desemprego, com tudo o que arrasta de dramas sociais sem que, conforme propõe o PCP que nesse sentido apresentou um pacote de propostas, o governo adopte nenhum plano para responder à situação. Por outro lado, as falências e insolvências vão alastrando nos micro e pequenos empresários e comerciantes.

O Executivo da DORAL do PCP considera que a exigência de Um Novo Rumo Para o Algarve ganha cada vez mais actualidade e urgência.

O modelo exclusivo, assente no turismo e actividades correlacionadas, imposto pelo PS, PSD e CDS-PP, está esgotado. É preciso, decididamente, apostar na revitalização da produção nacional e no apoio às actividades produtivas e atrair novo investimento produtivo.

O modelo de desenvolvimento imposto ao Algarve pela política de direita tem como razão fundamental, as altas taxas de lucro para os grandes grupos económicos. Lucros obtidos à custa da crescente precariedade nas relações laborais e de mais baixos salários. É por isso que, conforme o PCP tem denunciado, os 5% mais ricos do Algarve possuem uma riqueza igual aos 60% mais pobres. É por isso que o Algarve é a única região onde, segundo os últimos dados disponíveis, constantes nos Quadros de Pessoal das empresas entregues do Ministério Trabalho (Outubro de 2007), a percentagem de trabalhadores com vínculo precário é cerca dos 50%, para uma média nacional de 31%. Este facto tem como consequência que os custos para o patronato são cerca de 40% mais baixos do que os de um trabalhador efectivo. Compreende-se assim melhor a quem serve o modelo de desenvolvimento imposto ao Algarve, um modelo com altas taxas de exploração dos trabalhadores e, modelo este, sustentado pelas políticas de direita dos sucessivos governos.

O Executivo da DORAL do PCP considera que perante o agravamento da situação social se impõe a intensificação da luta por uma ruptura que abra caminhos novos que possibilitem a concretização de uma política de esquerda ao serviço do real interesse nacional, dos trabalhadores e do povo.

Neste contexto, o Executivo da DORAL decide lançar a partir de finais de Janeiro uma acção regional de esclarecimento, de contacto com os trabalhadores e as populações, que alargue a consciência para a real situação social da região, para a necessidade da mudança necessária e que é com o PCP que os trabalhadores e o povo podem contar.

O Executivo da DORAL do PCP procedeu ainda à análise e ao acerto de orientações ligadas com as indispensáveis medidas para o Reforço do Partido.

Nesse sentido, o Executivo da DORAL coloca às organizações e militantes comunistas a necessidade de intensificação do envolvimento e empenhamento que conduzam a uma maior ligação aos problemas concretos e à tomada de posição sobre os mesmos. O reforço do Partido está intimamente ligado ao aumento da capacidade reivindicativa dos trabalhadores e das populações. Um Partido mais forte e organizado constitui uma força mais capaz para a intervenção e acção políticas.

O reforço do PCP, tarefa de todos e cada um dos seus militantes, é condição para uma ruptura e mudança na política nacional que abra um caminho de progresso e desenvolvimento, na luta por uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem.


8 de Janeiro de 2010

O Executivo da DORAL do PCP

12 de janeiro de 2010

Acção regional de esclarecimento


O PCP Algarve vai lançar no final do mês de Janeiro uma acção regional de esclarecimento sobre a situação social do Algarve, com o desemprego no topo dos temas a tratar.

Segundo comunicado da Direcção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP, o partido decidiu “lançar a partir de finais de Janeiro uma acção regional de esclarecimento, de contacto com os trabalhadores e as populações, que alargue a consciência para a real situação social da região”.

A iniciativa pretende alertar “para a necessidade da mudança necessária e que é com o PCP que os trabalhadores e o povo podem contar”.

A DORAL defende ainda que é “urgente” apostar num “Novo Rumo para o Algarve”, perante a análise do número de desempregados, falências e insolvências de micro e pequenas empresas.