9 de maio de 2011

TENTATIVA DE AGRESSÃO AO ELEITO DA CDU


NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PORTIMÃO, EM PLENA CÂMARA MUNICIPAL
 
 
 
 
No final da última sessão da Assembleia Municipal de Portimão, o vice -presidente da câmara Luís Carito, em tom ameaçador provocou o eleito da CDU – Coligação Democrática Unitária, naquele órgão autárquico.
 
Havendo ameaça de agressão física, que foi repelida pela interposição de outros membros da Assembleia Municipal e face à sua impotência em atingir os seus objectivos, Luís Carito em tom raivoso, adjectivou o eleito da CDU – Coligação Democrática Unitária de bufo e P.I.D.E.
 
Como é do conhecimento público, as forças políticas com assento na Assembleia Municipal de Portimão, receberam uma cópia de uma carta não assinada, enviada ao presidente da Câmara Municipal. Nessa carta eram descritos actos gravosos de gestão, na empresa municipal Portimão Urbis, actos esses imputados a Luís Carito, o qual é o responsável por aquela empresa municipal.
 
Ao receber a carta, a CDU – Coligação Democrática Unitária, decidiu apresentá-la ao Presidente da Assembleia Municipal de Portimão Francisco Florêncio, que se recusou a apreciar a mesma, sendo que pela legislação em vigor o correcto seria enviá-la às entidades judiciais, para investigação.
 
À parte a diatribe de Luís Carito, a CDU – Coligação Democrática Unitária, não pode deixar de afirmar a sua posição:
 
1º - Os eleitos da CDU – Coligação Democrática Unitária, sempre discordaram da constituição daquele tipo de empresa municipal;
 
2º - A CDU – Coligação Democrática Unitária, em relação à gestão da empresa
Portimão Urbis tem reservas;
 
3º - Os sucessivos eleitos da CDU – Coligação Democrática Unitária nos órgãos
Municipais, têm solicitado a apresentação das contas daquela empresa, o que tem sido sucessivamente negado pela maioria absoluta do Partido Socialista na Câmara Municipal de Portimão.
 
Em conclusão, o acto do vice – presidente Luís Carito, foi mais um caso de prepotência, arrogância e desespero em que se refugia a maioria absoluta do Partido Socialista nos órgãos autárquicos de Portimão.
 
A CDU – Coligação Democrática Unitária, mantém em sua posse a carta, que se encontra disponível para as autoridades competentes.
 
 
 
                                                      Portimão, 05 de Maio de 2001
 
 
                                                    A Comissão Concelhia de Portimão
                                                      do Partido Comunista Português

5 de maio de 2011

Jerónimo de Sousa denúncia medidas do FMI



Numa iniciativa de CDU realizada hoje no Algarve, Jerónimo de Sousa denunciou a dimensão e profundidade da maior agressão aos direitos do povo e do país desde o fascismo. Referindo-se às medidas apresentadas pela troika FMI/BCP/UE e subscritas por PS, PSD e CDS, o Secretário-geral do PCP sublinhou o carácter ilegítimo desta intervenção destinada a favorecer os interesses do capital nacional e estrangeiro, ao mesmo tempo que agrava a exploração, o desemprego, a pobreza e arrasta o país para o desastre económico e social.

29 de abril de 2011

Todos ao 1º de Maio!


O movimento sindical unitário comemora no próximo Domingo o Dia Internacional dos Trabalhadores, com acções por todo o país, sob a palavra de ordem «Contra as injustiças, mudar de políticas». O PCP, pela voz de Nuno Almeida, apela a todos os trabalhadores para participarem, exigindo uma outra política e uma verdadeira resposta aos problemas do país.

FARO 10 horas Jardim da Alameda - Desfile as 15 Horas

20 de abril de 2011

Aumento dos preços dos combustíveis


Apoios ao sector da pesca em debate no plenário do PETerça 19 de Abril de 2011


Por iniciativa do PCP, o Parlamento Europeu vai debater na próxima Sessão Plenária, o agravamento da crise no sector da pesca devido ao aumento dos combustíveis e a necessidade de serem adoptadas medidas comunitárias de emergência de apoio a este importante sector.

Por iniciativa do deputado do PCP, João Ferreira, foi apresentada à Comissão Europeia uma pergunta oral sobre a crise no sector da pesca devido ao aumento do preço dos combustíveis, para ser debatida numa próxima Sessão Plenária.

Com efeito, tem vindo a registar-se uma subida acentuada do preço do petróleo – nos últimos seis meses, a subida do preço do barril de Brent ultrapassou os 47% – com repercussões graves na economia e nas condições de vida das populações mais dependentes do sector.

Este aumento do custo dos factores de produção, conjuntamente com os baixos preços de primeira venda do pescado, veio agravar a situação dos pescadores e armadores, levando, em diversos casos, à cessação da actividade por parte destes e, consequentemente, ao agravamento da situação económica e social em inúmeras comunidades piscatórias.

O deputado comunista avança com a necessidade de serem adoptadas medidas comunitárias de emergência de apoio ao sector da pesca, bem como de outras medidas que garantam a sua sustentabilidade a médio-longo prazo

7 de abril de 2011

A CDU apresenta candidato á AR


PAULO SÁ – 1º candidato da lista da CDU no distrito de Faro

Paulo Miguel de Barros Pacheco Seara de Sá, 45 anos, professor de Física na Universidade do Algarve, encabeçará a lista da CDU às eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho.
Membro da DORAL e da Comissão Concelhia de Faro do PCP, aderiu ao Partido em 1983. Membro da Comissão Regional para as Questões da Educação e Ensino da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.
Eleito na Assembleia Municipal de Faro.
Estudou na U.R.S.S., onde foi Presidente da Associação de Estudantes Portugueses.
Licenciatura e Mestrado em Física, na Universidade Estatal de Moscovo. Doutoramento e Agregação em Física no Instituto Superior Técnico.
Foi membro da Comissão Nacional do PCP para a Ciência e Tecnologia. Foi candidato pela CDU à Assembleia de Freguesia de Montenegro nas Eleições Autárquicas 2005. Foi vice-presidente do Conselho Directivo da Unidade de Ciências Exactas e Humanas, presidente do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciências e Tecnologia e membro do Senado da Universidade do Algarve. Actualmente, é membro do Conselho Geral da Universidade do Algarve.
Foi cabeça de lista da CDU às eleições legislativas de 2009 pelo círculo de Faro.
Membro do Conselho Geral do agrupamento de escolas do Montenegro/Faro. É presidente da associação de pais e encarregados de educação deste agrupamento.
Foi fundador e membro da 1ª Direcção do Centro de Ciência Viva do Algarve. É membro do conselho consultivo deste centro.
Foi mandatário distrital da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República.
Com a presente divulgação, a CDU no distrito de Faro dá início à expressão pública dos seus candidatos, no quadro de um processo que envolverá a apresentação do conjunto da listas e a sua formalização e entrega no tribunal.
Candidatos que asseguram simultaneamente a confirmação e prosseguimento da experiência e do provado percurso de trabalho do actual Grupo Parlamentar e garantia para o futuro da exigência colocada pelos eleitos da CDU no exercício das suas funções políticas e parlamentares.
Ligados à vida e às aspirações populares, os candidatos da CDU dão expressão ao protesto e à exigência de uma mudança efectiva na vida política nacional e asseguram uma combativa contribuição para a mobilização e esclarecimento indispensáveis à afirmação de uma política patriótica e de esquerda.
No quadro do agravamento geral da situação social no Algarve, mais falta faz ao Algarve deputados eleitos pela CDU. Como sempre, confiamos nos trabalhadores e no povo.

7 de Abril de 2011 O Gabinete de Imprensa da DORAL do PCP

31 de março de 2011

Tempo de Antena PCP

24 de março de 2011

A dura luta de classe


Quem ler ou ouvir as notícias do dia ficará certamente seguro de que a vida em Portugal está a entrar em fase de agudíssima conflitualidade política e social. Agora, tudo se precipita, de roldão. Aos pobres, o poder capitalista exige cada vez mais sacrifícios, com o aumento do desemprego, da insegurança e da dependência de um crédito de realidade cada vez mais duvidosa. Agudiza estados de angústia entre os trabalhadores, crivados de impostos. Cumula os ricos de regalias e espezinha os humildes e os indefesos, usando da impunidade de quem se sente senhor todo poderoso dos destinos da Nação. Age como os ditadores e não cumpre as suas próprias leis. Tal como na ascensão do fascismo aconteceu.

A filosofia reinante na área governativa é a de que o conjunto da população portuguesa deve ser classificado em três grandes grupos, com estatutos desiguais: o grupo dos poderosos que controlam os circuitos do dinheiro, o aparelho produtivo, as relações externas e o aparelho político e social; o dos «pobres por natureza», que já nasceram escravos e assim devem permanecer, submissos e muito ligados à Igreja e à caridade cristã; e o dos «terceiros excluídos», dos pagadores de promessas, os cidadãos submissos à propaganda e aos interesses capitalistas e que, pura e simplesmente, buscam o seu próprio bem-estar. Uma sociedade que reage a velocidades variáveis enquanto invoca uma Justiça com duas caras, uma Economia que «troca o passo» a cada passo e uma Constituição flexível quanto baste, disponível para impor em quaisquer circunstâncias as orientações daqueles que representam as forças dominantes do grande capital.

Ficam assim as portas entreabertas ao regresso do Deus, Pátria e Família do passado. Tudo isto nos quadros de uma Europa que não se encontra numa situação muito melhor que a de Portugal. Enquanto por todo o lado se cruzam febrilmente as intrigas políticas impotentes para evitarem que os «milagres da globalização» se desmoronem.

Cenários de destruição e de pobreza. Cenários de duras lutas de classes. É cada vez maior a multidão dos que «não têm nada a perder a não ser as suas algemas».



Ruptura e mudança



O sentimento que os capitalistas temem ver generalizar-se a todos os povos é o da completa perda dos medos das massas populares à repressão do poder central ou do capital privado e dos seus aliados. E o facto é que, em todo o mundo, cresce a consciência de que a justiça social nada tem a ver com o sagrado, confessional ou laico. E de que este pode ser (e é, de facto) usado como camuflagem das manobras que servem para enganar as massas e dilatar as formas de exploração do homem.

Neste aspecto, o caso português é exemplar. Devia ser meditado pelos católicos que se formaram nos automatismos da teologia. E também por todos os crentes de princípios honestos que admitem ser possível que políticos como Sócrates possam ser sinceramente movidos por ideais.

No plano da fé, é mais que tempo dos crentes interpelarem as suas hierarquias. Como entender, no plano ético, que os bispos emudeçam perante crimes terríveis de lesa-humanidade como os que estão na linha do horizonte; os PEC que em breve farão crescer exponencialmente os dois milhões de pobres portugueses que as optimistas estatísticas admitem existirem, os cortes sempre mais profundos nas pensões sociais, as reduções das verbas orçamentais autárquicas, os congelamentos das baixas reformas, o aumento dos preços dos medicamentos enquanto sobem as contribuições e o custo de vida, etc., etc. Emudeceram as balelas do «pelotão da frente», do «enriquecimento na globalização» ou do «combate à pobreza». De súbito, eis que a visão do «paraíso» cede lugar aos pesadelos do lamaçal do «inferno».

Como entenderão, os católicos, estes silêncios cúmplices do seu episcopado? Então, a Igreja (embora tenha como papa um autêntico banqueiro) já nem sequer cuida da sua maquilhagem piedosa? Que é feito da «Mãe dos Pobres «ou do «Milagre dos Pastorinhos»?

Há 53 anos, escrevia António Pato no clandestino Militante, separando as águas: «Nós, comunistas, orientamo-nos pelo marxismo-leninismo cuja base teórica reside no materialismo dialéctico. Como se sabe, a concepção materialista e dialéctica não faz depender de Deus a existência das coisas e dos fenómenos. Mas não devemos confundir a nossa posição ideológica frente à religião com a nossa atitude em relação às massas religiosas e crentes em Deus».

Esta continua a ser a firme posição dos comunistas portugueses.

•Jorge Messias em; http://www.avante.pt/pt/1947/argumentos/113195/

Fotos 19 março


17 de março de 2011

A luta continua no dia 19


Em resposta ao apelo do manifesto da «Geração à rasca» ocorreram, a 12 de Março, várias acções de protesto um pouco por todo o País – com destaque para Lisboa e Porto –, reveladoras da ampliação dos sentimentos de indignação e protesto da população face ao desastre nacional provocado pela política dos sucessivos governos.

As acções – que mereceram por parte dos órgãos de comunicação social uma projecção decisiva para o seu êxito – contaram com uma importante presença das novas gerações, dando visibilidade aos problemas com que estão confrontadas. Os mesmos problemas e dificuldades, importa referir, que desde há muito vêm suscitando uma importante e intensa intervenção por parte dos comunistas.

As questões da precariedade, dos baixos salários ou do desemprego, que atingem o povo português, foram os aspectos que mais se evidenciaram neste protesto que mobilizou milhares de jovens e no qual o PCP, respondendo a um convite dos seus organizadores, se fez representar com a presença de João Oliveira, Miguel Tiago, Bruno Dias e Rita Rato, deputados na Assembleia da República, que manifestaram a sua solidariedade com os objectivos entretanto anunciados.

Independentemente do desenvolvimento que estas acções possam vir a assumir, a questão que se coloca a muitos que ali estiveram é a do reforço da luta organizada, combativa e consequente face à ofensiva que está em curso e para a necessária ruptura com as políticas de direita, por uma mudança na vida nacional, luta essa que terá no dia 19 de Março, na manifestação convocada pela CGTP-IN, uma insubstituível e decisiva expressão.

Este protesto, como salientou em nota de imprensa o Secretariado Nacional da JCP, foi a «expressão das muitas lutas que se têm vindo a travar em cada local de trabalho e em cada escola», «uma luta pela concretização de uma política capaz de dar resposta aos justos anseios, aspirações e direitos da juventude».

transporte rodoviário de mercadorias


O Sector do Transporte de Mercadorias enfrenta uma crise real. Uma crise originada pela recessão e quebra da actividade económica, fruto das políticas que o Governo (com o acordo do PSD) tem imposto ao país e amplificada pela especulação com o preço do gasóleo, fruto da desastrosa opção, tomada por PS e PSD, de privatizar e liberalizar os preços neste sector estratégico, submetendo-o aos interesses da multiplicação dos lucros de grandes grupos capitalistas em prejuízo de tudo o resto. Uma crise que ainda se agrava mais com o sufoco fiscal a que os PME's são sujeitos (em contraste com as benesses para os grandes grupos económicos), com o aumento e introdução de novas portagens com que o Governo brinda os concessionários de autoestradas e com as crescentes restrições ao crédito.

Fruto desta crise, são hoje milhares os pequenos e médios industriais do sector que se encontram à beira da falência.

É justa a reivindicação de medidas concretas que invertam esta situação, tão justa como o protesto e a indignação contra este Governo (e quem o tem apoiado, o PSD). Mas é inaceitável que, a coberto desta realidade, os grupos económicos do sector estejam a reivindicar do Governo a alteração do Código do Trabalho para legalizar horários desumanos, baixar remunerações e intensificar a exploração. E isto num sector que há 13 anos não revê o salário contratual, onde a precariedade, o trabalho remunerado à viagem, ao quilómetro e à tonelagem é já prática corrente. Aceitar este caminho seria aceitar que fossem novamente os trabalhadores a pagar as consequências de uma política desastrosa.

Face ao anúncio de um acordo - que não combate as causas estruturais da actual crise no sector - entre as associações patronais e o Governo, que entre outras medidas de contida expressão estabelece a criação de uma “comissão interministerial para adopção de regulamentação laboral específica para o sector do transporte rodoviário de mercadorias”, o PCP considera que estamos perante a tentativa que visa cobrir o aumento dos preços dos combustíveis, das portagens e da carga fiscal, com o recurso ao agravamento da exploração dos trabalhadores.

O PCP, ao mesmo tempo que reafirma a sua total recusa de novas medidas que intensifiquem a exploração dos trabalhadores motoristas, exige da parte do Governo medidas concretas face à crise no sector do transporte rodoviário de mercadorias, designadamente a fixação de um preço máximo para os combustíveis, apoios específicos ao gasóleo para actividades produtivas, a não introdução de novas portagens, medidas que são inseparáveis de uma outra política de apoio às actividades produtivas e às PME's.

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP
Quarta 16 de Março de 2011